03/12/2018 13h22 - Atualizado em 03/12/2018 13h22

Prefeitura e Hospital debatem a crise na saúde


Prefeitura e Hospital debatem a crise na saúde

O desfinanciamento da saúde pública no Estado do Rio Grande do Sul devido à falta e atraso recorrente dos recursos da fonte estadual que atualmente geram o endividamento do Estado com os municípios e prestadores de serviços na área da saúde pública foi o tema norteador da reunião realizada na manhã desta segunda-feira(3) envolvendo o prefeito Eduardo Buzzatti, o gestor da saúde de Pejuçara Erasmo Vincensi Daronco e o presidente da Associação Hospitalar Rio Branco Paulo Sérgio Dário Oberto.

A grave situação instalada está resultando na paralisação, redução e suspensão de diferentes serviços de saúde nos municípios, e os reflexos desta crise já começam a ser sentidos em Pejuçara. O gestor Erasmo Daronco lembrou no encontro que as referências acionadas fora do município em especialidades de média e alta complexidade já tem o registro de suspensão em determinados serviços devido ao não pagamento. A falta de priorização das transferências para a saúde, a ausência de garantia do cofinanciamento estadual e a inexistência de cronograma de pagamentos estão gerando a sobrecarga de compromissos para os municípios e a desassistência para a população.

Em Pejuçara não é descartada para 2019 a possível modificação na estrutura de atendimento à população na questão médica tendo em vista os valores devidos pelo Estado ao município que atingem atualmente cerca de R$ 600 mil e ao hospital de Pejuçara que tem a receber do Estado mais de R$ 40 mil. O presidente da instituição de saúde Paulo Sérgio Oberto destaca que a situação é extremamente preocupante porque não há sinal de que os repasses sejam colocados em dia o que respingará nos caixas do município que, na ausência do Estado, precisa com seus próprios recursos, dar respaldo à população garantindo o atendimento.

O prefeito Eduardo Buzzatti ressalta que a situação se tornou insustentável tendo em vista a demanda existente e a exiguidade de recursos para garantir atendimento a todos os usuários. “São reiteradas as manifestações da administração municipal e da direção do hospital de Pejuçara junto ao Estado, para a regularização dos pagamentos dos valores que hoje ultrapassam meio milhão de reais. A crise está instalada e estamos muito preocupados porque não se vê no horizonte uma solução para a saúde pública no Rio Grande do Sul”, disse.

Eduardo Buzzatti que também preside o Consórcio Intermunicipal de Saúde(CISA) reiterou que os municípios gaúchos e da região abrangida pelo consórcio vivem a iminência da paralisação geral dos serviços de saúde porque o Estado, como já alerta o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RS(CONSEMS), não está cumprindo com a sua obrigação de fazer a gestão dos recursos tendo a saúde e o cuidado com as pessoas como prioridade.



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